terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Contemple a vida!

 
 
 
"Se me perguntares se sou feliz, a partir desse momento não serei mais...


Parece estranha essa afirmativa, mas é a pura verdade.
A felicidade não tem que ser questionada. Tem que ser contemplada. Quando entro no estado de contemplação, há o reconhecimento, a gratidão a serenidade. Quando questiono, tiro conclusões racionais, lógicas, comparativas...
 
Vamos contemplar mais a vida...percebamos o que de lindo ela tem a nos dar à cada minuto."
 
Walter Hassin
  
 
 
 
FONTE:


“DESTINO...AZAR...OU ALTO BOICOTE?”



Sonhos... desejos... metas...
Todos temos, porém muitas vezes na hora tão esperada de conseguir o que se quer, o inusitado acontece e a oportunidade escorre entre os dedos.

Sabe aquelas situações em que sempre algo dá errado exatamente quando a chance aparece? Quem não conhece alguém que se atrasou justamente para uma entrevista importante de emprego ou se sentiu mal logo no dia de um esperado encontro romântico?Porque será que isso acontece? Destino? Ou será que alguma questão psicológica boicota a pessoa na realização dos seus sonhos? Você de alguma forma se identifica com isso?A ansiedade elevada na véspera de conseguirmos algo muito desejado é natural, ela pode nos paralisar momentaneamente e é importante nos darmos conta e aprendermos a lidar com isso.

O problema surge quando se torna um padrão, se repetindo em situações semelhantes e impedindo a pessoa de alcançar seus objetivos. O sujeito se encontra sempre na posição de sonhador e quando há uma possibilidade real de mudança, ou seja, de se tornar um realizador, algo acontece que o coloca novamente na posição anterior.Fatores externos podem acontecer, mas do ponto de vista psicológico a pessoa pode estar se boicotando e não perceber isso claramente.Muitas vezes os comportamentos de boicote pessoal estão fundamentados na baixa autoestima e nas crenças construídas decorrente disso.

Por algum motivo, como por exemplo, experiências anteriores ruins ou críticas recebidas em excesso, a pessoa no fundo não acredita no seu potencial e que merece aquilo que tanto deseja. Isso não é um pensamento claro, mas está ali na espreita e pode se apresentar na forma de ideias pessimistas do tipo “não vai dar certo mesmo”. Quando isso acontece a pessoa, muitas vezes sem perceber, se desvia daquilo que deseja, não enxerga as oportunidades ou não consegue aproveitá-las.

Outra possibilidade de boicote é quando a pessoa já entra em situações com grandes chances de insucesso, o que reforça ainda mais a crença construída. É o caso de mulheres que geralmente se envolvem com homens comprometidos e esperam que a história de amor dê certo. O que normalmente acontece é a mulher se frustrar e reforçar a sua crença equivocada de que um bom amor não é uma possibilidade real para sua vida.O processo de mudança é fundamental o autoconhecimento.

A terapia é o mais indicado para esses casos de constantes boicotes, pois ajudam a pessoa a olhar para os seus “fantasmas” e entender como eles interferem na sua vida. Só a partir disso é possível desconstruir falsas crenças e fazer as verdadeiras mudanças para uma existência melhor.

À medida que nos conhecemos temos a oportunidade de entrar em harmonia com os nossos desejos e finalmente nos permitir o sucesso, nos libertando de crenças que nos aprisionam e ganhando mais autonomia sobre a nossa vida.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

"TPN" - Tensão Pré Nupcial


Onde será a festa? Quem serão os padrinhos? Como será o vestido da noiva e a roupa do noivo? Qual será o cardápio da festa? Onde será a lua de mel? Ufa… quanta coisa! Além do desgaste com os preparativos para o grande dia, o casamento gera uma mudança significativa na vida dos noivos, pois traz a realidade de uma vida independente e com muitas responsabilidades. Assim como em toda fase de mudança, a fase Pré Nupcial envolve situações de estresse e de ansiedade. O estresse é uma reação natural do corpo a fatores estressantes, como mudanças constantes. Já a ansiedade está ligada à preocupação com o futuro “será que tudo sairá da maneira como planejei?”.

O ideal é que os noivos tenham o máximo de diálogo possível e que as decisões sejam tomadas em conjunto. Em muitos casais há divisões de tarefas: o noivo cuida da parte financeira (razão) e a noiva cuida dos detalhes da festa (emoção). Mas toda divisão de tarefa pode gerar a auto cobrança elevada em dar conta do recado de forma perfeita, que, com certeza, levará a sintomas de ansiedade.

Alguns sintomas da Tensão Pré Nupcial são: nervosismo, dificuldade para dormir, pesadelos, roer as unhas, aumento ou diminuição do apetite, sensibilidade e pensamentos pessimistas. Nesta fase pode haver conflitos de diversas naturezas, gerando distanciamento entre o casal.

Para ajudar a passar mais tranquilamente por essa fase é interessante que os noivos procurem a ajuda de um psicólogo que ajudará o casal a ampliar o conhecimento que a cada um tem de si, entender as causas do problema e encontrar maneiras de enfrentar as dificuldades envolvidas nessa fase.


E lembre-se sempre que: “o objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre.”

terça-feira, 5 de julho de 2011

Transtorno do Pânico/Síndrome do Pânico

O que é o transtorno do pânico?

O transtorno do pânico não se trata de uma "fraqueza emocional" como muitas pessoas imaginam. É uma doença grave e incapacitante que traz sérios danos à vida de seus portadores.


Ocorre sob a forma de crises súbitas e inesperadas, que podem incluir os seguintes sintomas:

 Dispnéia ou sensação de asfixia
 Vertigem, sentimentos de instabilidade ou sensação de desmaio
 Palpitações ou taquicardia
 Tremor ou abalos
 Sudorese (suor excessivo)
 Sensação de sufocamento
 Náuseas ou desconforto abdominal (alteração intestinal)
 Despersonalização ou distorções de percepção da realidade
 Anestesia ou formigamento
 Ondas de calor ou calafrios
 Dor ou desconforto no peito
 Sensação de morte iminente
 Medo intenso de enlouquecer ou cometer ato descontrolado


Por que ocorre?

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex.: andar, pensar, memorizar, etc.).

Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do transtorno do pânico os neurotransmissores que se encontram em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.


O transtorno do pânico é um problema sério?

O transtorno do pânico é considerado um problema sério de saúde, que acomete 1,5% a 3% da população mundial. No caso das mulheres, os estudos revelam que elas apresentam duas a quatro vezes mais chances de ocorrências que os homens. Além disso, temos de destacar a significativa presença de uma propensão genética ao transtorno, uma vez que observamos, de forma nítida, maior incidência do transtorno entre pessoas cujas famílias possuem descrições de casos semelhantes.

Há muito que o transtorno do pânico deixou de ser um diagnóstico de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade de um diagnóstico de certeza para tal entidade clínica.

As pessoas portadoras deste mal costumam fazer uma verdadeira "via-crucis" a diversos especialistas médicos (doctor shopping) e após uma quantidade exagerada de exames complementares recebem, muitas vezes, o patético diagnóstico do "NADA", o que aumenta sua insegurança e seu desespero.

Por vezes, esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, estresse, fraqueza emocional ou "problema de cabeça". Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato para tal patologia.


Qual a população mais atingida?

Os portadores do transtorno do pânico, em sua maioria, são pessoas jovens (entre 15 e 30 anos de idade), que se encontram na plenitude de suas vidas profissionais, o que não exclui a ocorrência em qualquer faixa etária.

O perfil da personalidade das pessoas que sofrem do transtorno do pânico costuma apresentar aspectos em comum: geralmente são pessoas extremamente produtivas em nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidade e afazeres, são bastante exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos, têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos etc. Esta forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de estresse acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro, desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e, consequentemente, o aparecimento do transtorno do pânico.

Outro fator importante no surgimento do transtorno do pânico é o fator hereditário (genético), uma vez que ele ocorre com maior frequência em familiares com história positiva para tal patologia.

Vale ressaltar, ainda, que alguns medicamentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, ecstasy etc.) podem aumentar a atividade e o medo, promovendo alterações químicas que podem levar ao transtorno do pânico.


Existe tratamento para este tipo de problema?

Existe uma variedade de tratamentos para o transtorno do pânico. O mais importante neste aspecto é que se introduza um tratamento que vise restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral numa primeira etapa. Isto pode ser feito através de medicamentos seguros e que não produzam riscos de dependência física dos pacientes.

Numa segunda etapa temos que preparar o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e as adversidades vitais de maneira menos estressante. Em última análise, trata-se de estabelecer junto com o paciente uma forma de viver onde se priorize a busca de sua harmonia e equilíbrio pessoal. Uma abordagem psicoterápica específica deverá ser realizada com esse objetivo.


Qual a probabilidade de cura?

O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do paciente com o mesmo. É importante que a pessoa que sofre de transtorno do pânico entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e queira fazer uma boa "aliança terapêutica" com seu médico, no sentido de juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca do equilíbrio pessoal.


O transtorno do pânico pode levar a morte?

Um ataque de pânico é um período inconfundível, de imenso medo ou temor, que atinge o ápice (pico) em dez minutos, e costuma se estender por um total de 40-50 minutos. Ele se constitui em uma das situações mais angustiantes que uma pessoa pode vivenciar.

Durante a crise o paciente não corre o risco de sofrer de um ataque cardíaco ou morrer, embora seja impossível para ele acreditar nisso no momento da mesma. Os prejuízos causados pelo transtorno do pânico modificam toda a existência do paciente, trazendo problemas nos seus relacionamentos interpessoais, principalmente os de caráter afetivo e profissional. Cônjuges, amigos e parentes não reconhecem mais a pessoa que antes se mostrava jovial, produtiva, destemida, ao se depararem com alguém dominado pelo medo.

A falta de diagnóstico precoce e tratamento adequado podem fazer com que, gradativamente, o medo e a ansiedade causados pelas crises tomem proporções tais, que seus portadores tornem-se incapacitados para dirigir, frequentar determinados locais (bancos, shoppings etc.) ou mesmo sair de casa. Esta situação de ostracismo forçado pode levar o paciente ao desespero e a pensar em suicídio como opção de acabar com todo esse sofrimento.

Matéria escrita por Ana Beatriz Barbosa Silva (médica psiquiatra e escritora)

 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Elogie do Jeito Certo

"Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa".





Texto de MARCOS MEIER, mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.
Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros no www.kapok.com.br.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Complexo de Cinderela


Quem nunca ouviu a bela história da Cinderela? E qual menina, ou mulher, nunca sonhou em ser uma princesa como ela?
Esse sonho de ser uma princesa, amada, com uma vida aparentemente perfeita é tão comum que acabou se tornando em muitos casos um complexo, conhecido como “Complexo de Cinderela”.
Algumas pessoas acreditam que o Complexo de Cinderela seja um efeito colateral de quem assiste novelas, lê muitos romances, e acaba por fazer exigências em excesso quando se trata de amor, pois acredita que vai achar a sua cara metade, a tampa da sua panela, o seu príncipe encantado. Dentro disso, não podemos dizer que a culpa seja do Silvio de Abreu, Manoel Carlos ou do fabricante da Barbie, mas sim que seja algo estrutural.
O ser humano é o ser da falta. Um ser incompleto em todos os aspectos, inclusive o afetivo, porém todos nós crescemos pensando e buscando alguém/algo que nos completará.
Essa busca já se inicia na infância, quando fantasiamos, por exemplo, que o nascimento de um irmão suprirá essa falta. Depois buscamos um amor com quem desejamos “viver a vida toda”. “Viver a vida toda? Bem não era bem esse, e nem esse, e nem aquele!” E por ai vai... pulando de amor em amor, lamentação em lamentação, gerando desta forma uma queixa eterna.
É comum ouvir pessoas dizendo - “Ah, mas nada é perfeito!” – sempre se lamentando com o que possuem. 
A felicidade não é o simples fato de se conformar com o pouco que tem. Ser feliz é coisa de outra ordem. Uma forma de felicidade é saber, de fato, que nada é perfeito. É ouvir o que dizemos. É nos levarmos a sério sem perder a leveza.
A paixão, nada mais é do que um convite ao outro para atingir a completude, a perfeição, sempre inalcançados quando sozinhos. Para ser mais exato, uma perfeição que sequer existe. Desta forma, a paixão se torna também, um convite à frustração.
Quando nos apaixonamos, colocamos no outro tudo aquilo que supomos nos completar, deixamos o outro completo. Como essa completude não existe, um dia esse outro acaba se despedaçando, ou melhor, se mostra como ele sempre foi. E aquilo que deveria ser óbvio, acaba virando novidade.
Neste ponto faz-se necessário elaborar o luto pela morte daquele amado idealizado, e a partir da desconstrução ou ideal do outro, ou pelo menos parte dele, permitir que o amor (verdadeiro) nasça do luto.O mais indicado é confrontar com a verdade, ou seja, identificar os sentimentos, encarar o conflito e assim, reconhecer o desejo de ser protegida e cuidada, mas reconhecendo ainda mais sua força e consciência do que é realmente capaz de realizar. Mesmo as mulheres que dizem sentir-se bem cuidando de si mesmas, justificando que não precisam de ninguém, podem apenas estar mascarando seus mais profundos sentimentos. Afinal, quem não deseja que alguém cuide de nós? Quem não deseja colo? Ou seja, todas nós somos um pouco Cinderela. Mas nem por isso devemos permitir abrir mão de nossos sonhos, por mais esquecidos que estejam.
Bem, então temos dentro de nós uma cinderela e para isso vamos beijando tudo quanto é sapo em busca de alguém lindo, educado, de boa família e, de quebra, rico (porque nunca ouvi ninguém dizer que sonha com um feio, mal-educado e pobre, você já?), ou nos iludindo com sapos disfarçados mesmo que para isso tenhamos que nos sujeitar a uma vida medíocre e infeliz.
Acredito que a falta de conhecimento de nós mesmas nos leve a passar por inúmeras situações que não merecemos. Queremos tanto achar um príncipe perfeito (e existe?) que acabamos por deixar que a Cinderela na verdade seja a gata borralheira pra sempre. Ali, ao lado, do "príncipe" e, talvez, infeliz para sempre.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Saber envelhecer


Tudo começa com um simples cabelo branco, mas aos poucos, eles vão se tornando cada vez mais abundantes, as rugas insistem em aparecer, e a saúde já não é a mesma, com isso surge a necessidade de se aposentar. Logo, um amigo querido ou alguém da família falece, enfim a vida mudou, o tempo passou e nada mais é da mesma forma. Se você se identificou com isso, parabéns entrou na terceira idade, agora, se isso ainda não faz parte do seu contexto atual de vida, se prepare, pois querendo ou não, todos nós iremos envelhecer um dia, e passaremos por todo esse processo.
O idoso passou parte da sua vida desempenhando diversos papéis como filho, estudante, amigo, pai, profissional, além de inúmeros outros, e nessa fase encontra-se sem essas ocupações, gerando deste modo um sentimento de inutilidade, esquecendo-se de que envelhecer é a própria existência se constituindo. Enquanto envelhecemos, vamos sendo, vamos ENVELHE-SENDO e na medida em que somos, envelhecemos.
É muito comum encontramos nas falas de idosos expressões como, medo da morte, de ficar sozinho, de ser um peso para seus familiares, enfim, vivenciam o medo em suas vidas o tempo todo. Porém, esses medos precisam ser desmistificados, elaborados, para que desta forma possam enfrentá-los. 
Muitas vezes o idoso lança mão de mecanismos como a negação para lidar com a angústia, tentando adaptar-se à nova situação que lhe parece insuportável, outras vezes tem consciência de suas perdas, do seu conflito, da sua dor e vai restringindo seu campo psicológico e de ação, isolando-se, embalado por sua solidão, deixando de viver situações novas que poderiam ser prazerosas e construtivas. Desta forma, ele acaba se afastando dos contatos sociais, festas, reuniões, relacionamentos afetivos e sexuais, identificando-se com o seu suposto agressor, a velhice.
Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de hobbies e interesses diversos colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável. Deste modo, para manter uma vida saudável na terceira idade, é necessário que o idoso dedique-se a atividades que lhe dêem prazer, como uma pintura, exercícios físicos, uma visita a um velho amigo, uma viajem, enfim, algo que lhe proporcione um bem-estar e lhe traga uma motivação para aproveitar essa nova fase.
Se já não possui a vitalidade da juventude, por outro lado tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se  integrado à sociedade. Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida.
Todos nós envelheceremos. Apenas aqueles que foram retirados prematuramente da vida não o farão. O medo de envelhecer está presente para todos, como a dor de existir. Mas podemos lidar melhor com ele, podemos aprender. Experimentando a serenidade interior com o que temos, a gratidão pelas coisas que nos cercam e nos propiciam alegria e bem-estar, valorizando as emoções positivas que são benéficas.
Viver implica em manter-se num processo de aprendizagem eterno, e como diz a minha avó: "Quando eu morrer, não terei aprendido nem metade do que eu gostaria de saber..."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LEI, PALMADA OU DIÁLOGO?

“Palmada no passado era método pedagógico e, portanto, pais e professores tinham direito legítimo de uso. Mas os estudos evoluíram e hoje sabemos que castigo físico não garante aprendizagem. Pode até parecer que garante porque, como ninguém gosta de apanhar, inibe comportamentos inadequados mais rapidamente. Na ausência do agressor, porém, a atitude criticada reaparece. O que revela que não houve aprendizagem de fato. Portanto, a discussão não deve ser se bater deve ser proibido por lei, mas de que forma conscientizar quem educa - em todas as instâncias - de que, com objetivos claros, segurança e afeto, se conseguem melhores resultados do que com agressão física.

Se parece que nossos antepassados conseguiram mais com os jovens do que se consegue hoje, seguramente não foi porque nossos avôs batiam nos filhos... O que ocorreu foi que uma série de fatores se conjugou nas últimas décadas, tornando educar um desafio gigantesco: a influência das novas mídias exacerbando o consumismo; a corrupção (e a impunidade) por parte dos que deveriam dar o exemplo aos mais jovens; a desestruturação da família; a ausência de ambos os pais em casa são apenas alguns deles. Com isso, os pais acabaram perdendo o foco do que é realmente importante. Muitos hoje consideram sua tarefa principal “fazer o filho feliz”, o que acaba resultando em apenas satisfazer desejos e vontades. Anteriormente era “fazer dos filhos, homens de bem”, significando priorizar fundamentos éticos na educação. E isso se alcança com muito diálogo, ensinando a pensar e a não se deixar conduzir por mídias ou grupos. No entanto, é tarefa quase inexequível para quem não tem certeza do que é prioritário.

Em vez de novas leis, o que a sociedade precisa é realocar a ética – para si e para as novas gerações; também fundamental é resgatar conceitos deturpados. Afinal, autoridade não é sinônimo de autoritarismo; democracia e liberdade não significam fazer apenas o que se tem vontade. Como se ensina isso: com lei ou com palmada? Nem com um, nem com outro.

A nossa é a geração do diálogo, a que acreditou que a melhor forma de comunicação interpessoal se faz através da discussão e da troca de idéias. Mas será que, na prática, o diálogo está efetivamente acontecendo? Pais e filhos, professores e alunos, colegas de trabalho estão verdadeiramente sabendo ouvir, falar e reivindicar? Infelizmente, não. São muitos os que não sabem dialogar. Alguns usam o diálogo como bandeiras para alcançarem o que desejam e, em seguida, se mostram autoritários, fazendo com isso grassar a desesperança e a descrença entre os jovens. Outros o abandonam à primeira dificuldade. Entender-se de verdade com o outro, mantendo a ética e o equilíbrio frente a opiniões e objetivos contrários aos seus, é tarefa difícil - e raros são os que dominam tal competência.

Quem é autoridade e deseja exercê-la de forma a congregar, alcançar adesão e favorecer a afetividade - seja pai, chefe ou professor -, deve utilizar o diálogo como forma de busca de entendimento. Todos – líderes e liderados – precisamos estar cientes, porém, de que nem sempre seremos atendidos em tudo. É o que torna o diálogo tão difícil: a expectativa utópica de que, através dele, todos os anseios se concretizem. Ocorre, porém que entendimento não é atendimento. Não se pode supor que só houve diálogo quando atendem a tudo o que desejamos; diálogo é troca, análise, decisão; não é imposição.

No diálogo verdadeiro não há vencedores nem vencidos, há, isso sim, pessoas ou grupos que se ouvem sem pré-julgamentos; há respeito recíproco e intenção concreta de analisar argumentos e reivindicações. E, mais importante: há, ao final, aceitação das decisões tomadas pelo grupo ou pela autoridade - ainda que nem sempre tais decisões contemplem, no todo ou em parte, aquilo que todos e cada um desejavam”.


Referência bibliográfica:
Texto na íntegra de Tânia Zagury

domingo, 12 de dezembro de 2010

“Então é Natal... e o que você fez”...




Um ano termina e outro começa, tornando sempre possível finalizarmos uma etapa e iniciarmos outra. Com vida nova, esperança e otimismo. Dessa forma, se trata de uma época na qual ficamos mais propensos a pensar e analisar como foi e como será, daqui para a frente, a vida. Isto muitas vezes pode gerar angústia, ansiedade, mas também pode trazer realização e satisfação por tudo que existiu e fez parte da historia de cada um.

Além disso é uma época em que apresentamos uma tendência maior a fazer planos e criar expectativas do próximo ano em que está por vir.

Isto pode representar para nós uma situação bastante positiva, pois podemos rever o que foi feito de bom ou ruim para então manter determinados comportamentos ou mudá-los, se assim for necessário.

Considerando que este é um momento em que o ritmo acelerado que nos acompanhou durante todo o ano se torna um pouco mais lento e nos propicia uma oportunidade de nos olhar com mais calma, é uma época em que pode nos trazer também um maior autoconhecimento.

Diante disso, poderemos nos aprimorar a cada momento e carregar em nosso aprendizado, juntamente com o espírito natalino que nos rodeia neste momento, crescimento e renovação.


 CORPO & MENTE CONSULTÓRIOS DESEJA A TODOS, AMIGOS E CLIENTES, UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!!!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Anorexia– Quando o espelho mente



 
“Estou gordo(a)”... “preciso perder alguns quilinhos para ficar bem”... “a partir de hoje não como mais nada!”... quem nunca se sentiu incomodado com uma gordurinha a mais, uma barriguinha mais saliente? Grande parte da população não está satisfeita com seu peso e seu corpo, e devido a isso acaba se submetendo a dietas, muitas vezes malucas, com o objetivo de conseguir o corpo tão sonhado. Porém, é preciso ficar alerta, pois em alguns casos não se trata somente de quilinhos a mais, mas sim de um transtorno alimentar que vem atingindo cada vez mais pessoas, a Anorexia Nervosa.

A Anorexia Nervosa é um distúrbio alimentar que se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. É proveniente de uma preocupação exagerada em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, acompanhado a uma percepção distorcida da imagem corporal, o que leva a pessoa a se ver como “gordo” quando olha no espelho, apesar de estar extremamente magro. Dentro disso, o indivíduo em sua ânsia de emagrecer, utiliza de métodos pouco usuais para perder peso: além de uma dieta extremamente rígida, submete-se a exercícios físicos intensos, induz vômitos, jejua, toma diuréticos e faz uso de laxantes.

A causa ainda é desconhecida, porém diversos fatores favorecem seu aparecimento: predisposição genética, a “ditadura da magreza” divulgada como símbolo de beleza, pressão familiar e do grupo social e alterações neuroquímicas cerebrais.
Como em todas as doenças, quanto antes for feito o diagnóstico, menores os riscos para a pessoa. Dentre os sintomas podemos destacar: perda exagerada de peso em curto espaço de tempo sem justificativa aparente, recusa em participar de refeições entre familiares e amigos, preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos (normalmente os pacientes ingerem apenas 200kcal por dia), interrupção do ciclo menstrual, atividade física intensa e exagerada, depressão, visão distorcida dos próprio corpo, pele seca e com aparecimento de pelos.

O tratamento da anorexia é difícil, geralmente existe uma recusa em se tratar, pois sabem que ganharão peso. Neste caso é indispensável um tratamento psicológico, tanto a nível individual quanto familiar, juntamente com o uso de antidepressivos que ajudam a amenizar os sintomas depressivos e uma reintrodução de alimentos de forma gradativa. Em alguns casos, onde o nível de desnutrição é ameaçador, é necessária a internação hospitalar para que haja uma oferta gradual de calorias.

A Anorexia é um problema grave e deve ser encarado com muita seriedade. Como este é um problema de origem muito mais psicológica que fisiológica, é importante que as pessoas que convivem com alguém que possa desenvolver ou que já tenha desenvolvido a anorexia ajudem-na por meio da orientação. A informação e acompanhamento ainda são o melhor meio de  prevenção.


Referência Bibliográfica: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/308/anorexia-nervosa


Segue um vídeo sobre o tema que vale a pena ver!



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"DIGA NÃO - UMA LIÇÃO DE AMOR"




Você e seu filho andam na mesma direção?
Vocês estão na mesma sintonia?

Vamos juntos descobrir e aperfeiçoar este caminho da paternidade com um agradável encontro:

“DIGA NÃO – UMA LIÇÃO DE AMOR”,

Que será recheado de conversas, dinâmicas, vivências e uma saborosa confraternização e trocas de experiências.

Venha participar!

Dia 24 de novembro de 2010, às 19 horas no “La Caja Eventos”
Investimento: Casal: 80,00 – Individual: 50,00

Maiores informações: (35) 8469-8242 – Dani

Realização: Gisele Dias Machado Bueno
       Priscila Santos Costa
         Psicólogas

 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Depoimento de uma criança

Olá!
Quantas coisas precisamos conversar... quantas coisas talvez seria necessário que você compreendesse em mim...
Olhe bem para o meu jeito, para minha estatura, para meus olhinhos! Queria tanto que você me olhasse com mais ternura, talvez até com mais amor!
Quando for me acariciar, faça-o com leveza, pois minha pele ainda de criança precisa de muito cuidado...
Quando for me repreender, não o faça perto das pessoas, pois mesmo pequena, carrego em mim uma vontade imensa de fazer o correto. Portanto preciso de repreensões, mas só entre você e eu...
Quando for falar comigo, venha até mim, se abaixe na altura dos meus olhos e penetre-os com muita compaixão...
Não me compare a outras crianças e não me faça sentir menos do que elas... simplesmente sou o que sou e posso ser moldada e melhorada a cada dia com a sua ajuda...
Tente não me criticar, e quando o fizer, faça-o com a sabedoria de quem sabe o que é necessário ser mudado em mim...
Não me dê ordens em tom de voz amedrontador, pois posso me sentir extremamente insegura...
Deixe-me aproveitar as brincadeiras de criança e quando possível, brinque comigo, pois com certeza vamos nos divertir muito!
Enfim, me ame com todas as suas forças... simplesmente me ame! 

Bullying: quando a escola não é um paraíso


Em todos os ambientes onde pessoas se encontram acontecem relações interpessoais.  Nas instituições escolares elas também se evidenciam e, muitas vezes, certos dissabores entre seus agentes acontecem. Nestas relações há sempre um mais forte, que possui vítimas, através das quais seu domínio será exercido. Assim se estabelece o Bullying, que é o nome dado ao ato de maltratar os colegas.

A vítima é sempre humilhada e prefere manter-se afastada dos demais colegas.

O agressor é temido pelos demais, anda sempre em grupos, não suporta ser contrariado e apresenta atitudes agressivas.

As formas de Bullying mais comuns são: agressões físicas e verbais; ameaças; chantagens; apelidos; racismo; intimidações; piadinhas; xingamentos; discriminações, entre outros.

A partir do momento em que o Bullying começa a ser praticado, ele gera situações de violência que podem  se estender por toda a sociedade. É necessário que  todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a este vilão e elaborem planos de ação em que valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem nesses valores tão esquecidos atualmente, estarão contribuindo para que a prática do  Bullying venha a se extinguir de nossas escolas.   

Stress Infantil



O stress é uma reação do organismo frente a situações muito difíceis ou muito excitantes, que pode ocorrer também em crianças. Ele pode se manifestar através de sintomas físicos ou psicológicos e algumas vezes os pais não conseguem identificá-los, taxando a criança como birrenta, quando na verdade ela pode estar sofrendo uma ação muito grande do stress.
Dentre os sintomas físicos e psicológicos mais comuns podemos citar: dor de barriga, diarréia, dor de cabeça, xixi na cama, ranger de dentes, medo ou choro excessivo, agressividade, impaciência, ansiedade, desobediência, entre outros.
O stress pode ocorrer por vários motivos como: morte na família, brigas constantes entre os pais, separação de pais e mudança de cidade ou escola.
Quando não tratado adequadamente o stress pode levar a uma série de doenças e alguns problemas de adaptação, inclusive na escola. Além disso, a criança que não aprende a lidar com a tensão, pode se tornar um adulto mais vulnerável ao stress.
É importante ressaltar que nenhum destes sintomas isolados podem ser interpretados como sinal de stress, pois é preciso verificar todo um conjunto e o ambiente a que o individuo está submetido.


Referência bibliográfica:
www.estresse.com.br

HIPERATIVIDADE – um breve esclarecimento




Muitas vezes nos deparamos com crianças que apresentam alguns comportamentos “inadequados”, inquietação, agitação (motora e comportamental) e frequentemente isto pode ser motivo de grande preocupação e ansiedade por parte dos pais, o que pode levar à uma confusão com o quadro diagnosticado como hiperatividade.
Como forma de esclarecimento, hiperatividade é conceituada como um desvio comportamental, caracterizado pela excessiva mudança de atitudes e atividades, o que acarreta pouca consistência em cada tarefa a ser realizada.
Se a criança apresenta: períodos de sono curto; chora com freqüência, sem causa aparente; desinteresse rápido de uma atividade; necessidade em ser “vigiada” constantemente, pois com freqüência inventa atividades que envolvem perigo; espírito de destruição; dificuldade em ficar sentado à mesa durante as refeições; dificuldade em concentrar-se na televisão por um período de tempo maior;  fala constante e muda de assunto rapidamente sem mesmo terminar o assunto anterior; desvio de atenção da atividade realizada devido à um estímulo qualquer; desorganização em sua vida diária ( com roupas, objetos pessoais, brinquedos e material escolar), aí sim devemos ficar atentos à possibilidade de estarmos diante de um quadro hiperativo.
O tratamento em relação à confirmação do diagnóstico é multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores e psicoterapia.  


Referências Bibliográficas: 
Topczewsky, Abram (1999). Hiperatividade - Como lidar?.  Casa do Psicólogo.

Maternidade... Ser mãe... Se doar...



Se olharmos um pouquinho mais de perto perceberemos quanta sabedoria e quantas descobertas estão envolvidas neste aprendizado materno.
Uma das coisas que sempre ouvimos referente às mães é o amor incondicional. Mas o que vem a ser amar incondicionalmente? É deixar o filho fazer tudo o que quer? Aceitar todos os erros? Não criticar?
Na verdade, o amor incondicional, esse amor presente na maternidade, é o amor que se sente simplesmente porque àquela “pessoinha” é sua, porque você tem a responsabilidade e a tarefa de educá-la, de zelar por ela e de ensinar-lhe sobre o mundo. O amor incondicional não depende do que o seu filho faz de bom ou de ruim. Esse amor acontece de uma maneira mais provável quando se separa a pessoa do comportamento. Por isso, nesse sentido não é interessante comparar uma criança com outra. Cada criança e cada filho são únicos.
O afeto e o carinho são essenciais, porém amar incondicionalmente vai além dessas demonstrações. É uma habilidade importante na maternidade em mostrar ao seu filho que seus pensamentos e sentimentos podem ser expressos livremente e sem riscos para o relacionamento. Amar incondicionalmente não é só elogiar, dizer coisas boas, presentear, mas é aceitar o seu filho e valorizar suas atividades e escolhas.
Quanto mais amada a criança se sente, melhor ela aceita as regras e desenvolve amor e compaixão pelos outros.    


Referência bibliográfica:
Weber, Lídia (2007). Eduque com carinho: equilíbrio entre amor e limites. Juruá Editora.

Drogas: entendendo um pouco


Falar sobre o uso de drogas na atual sociedade parece ter se tornado algo banal. Hoje as drogas fazem parte do nosso cotidiano e em idade de início cada vez mais jovem.

As drogas seduzem a ponto de tornar as pessoas fissuradas, obrigando-as a viverem em função dela. Neste ponto, o indivíduo não usa mais a droga, mas a droga que o usa, controlando sua vida e seus desejos. Quando falamos em drogas, devemos também ter em mente a existência de algo que atenua o sofrimento psíquico ou que é capaz de proporcionar prazer, mesmo que temporário e artificial.

Estar atento a alguns sinais é primordial. Apesar de algumas mudanças de comportamento serem comuns, mudanças radicais de personalidade não o são. É necessário que os pais assumam sua responsabilidade perante a educação dos filhos, ao invés de apenas delegá-la à escola ou outras instituições sociais. Conferir o ambiente e as amizades sem despertar a desconfiança, valorizar o jovem conversando sobre diversos assuntos pedindo sua opinião, dar responsabilidades, estipular horários e ressaltar suas qualidades são atitudes importantes a serem consideradas.

Entre os tipos de tratamento mais comuns encontraremos grupos de auto-ajuda, terapias psicológicas e, em casos mais graves, a internação torna-se necessária.

No que tange às terapias psicológicas, estas vão ser de vital importância, pois atuarão nos valores pessoais, auto-estima, filosofia de vida, no estabelecimento de vínculos mais positivos com a família e a sociedade em geral e com a mudança da postura do sujeito perante a droga levando-o, desta forma, a uma maior compreensão sobre o seu vício.

Depressão



A depressão é considerada por muitos estudiosos, o mal do século XXI. Isto se atribui a instabilidade e agitação da vida moderna, imbuída de estressores, que por vezes trazem consigo sentimentos de desânimo e impotência diante de um cenário cada vez mais exigente.
Considerada um transtorno do humor, com uma predominância maior entre as mulheres, a depressão deve ser percebida como a manifestação de uma disfunção comportamental, psicológica ou biológica no indivíduo. Traz um grande sofrimento em todas as vivências do ser humano e reduz em muito a qualidade de vida, a criatividade e a capacidade de encontrar colorido e alegria nas coisas que antes eram importantes e faziam um grande sentido.
Em geral seus principais sintomas são: sentimento de tristeza, melancolia e sensação de vazio; angústia e desesperança; baixa auto-estima; incapacidade de sentir prazer; idéias de culpa, ruína e desvalia; visões pessimistas do futuro e pensamentos recorrentes sobre morte; dificuldades para se concentrar e memorizar; alterações no apetite e/ou peso; insônia ou excesso de sono; sensação de contínuo cansaço; dores de cabeça; problemas digestivos; entre outros. Atualmente, percebe-se que, algumas pessoas tendem a se considerar deprimidas quando apresentam alguma sensação associada à depressão, podendo cometer o erro da auto-medicação. Nesse sentido, ressalta-se a importância da consulta a um profissional especializado, para um diagnostico correto.
No que diz respeito às causas da depressão, pode-se dizer que ainda não existe uma causa determinada, porem alguns fatores podem contribuir para o seu surgimento: desemprego; separação conjugal; estresse; perda de um ente querido; menopausa; TPM; dificuldades financeiras; várias outras situações.
Depois de realizado o diagnostico de depressão, é necessário que se escolha um tratamento adequado para a doença e para cada paciente. Dependendo do grau em que a depressão se encontra (leve, moderada ou severa), pode se fazer necessário o uso de medicamentos antidepressivos, os quais são receitados por um psiquiatra. Este medicamento serve para normalizar o trabalho dos neurotransmissores presentes no cérebro. A partir disso é necessário também o tratamento psicoterápico, para que assim possam ser trabalhados todos os fatores que contribuíram para o aparecimento da depressão e a pessoa aprenda novos comportamentos e consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

TPM - Influências marcantes


Falar sobre saúde feminina, é algo que gera controvérsias em relação a tudo o que a diferencia do masculino. Dentro disso, não podemos deixar de destacar a tão falada TPM (tensão pré-menstrual), que já era bastante conhecida e vivida entre os povos primitivos. O período menstrual era vivenciado por esses povos como uma interação entre o ritmo biológico e ritmos da natureza, como as fases da lua e as estações do ano. Ao longo do tempo essas experiências e algumas vivências exclusivas do mundo feminino do passado deixaram de fazer parte da vida das mulheres, embora a TPM ainda seja uma realidade nos dias atuais.
A síndrome de tensão pré-menstrual, que atinge com grande freqüência a vida das mulheres, tem recebido atenção do público em geral e de diversos especialistas da saúde por ser motivo de ausências constantes no trabalho, queda da produtividade, aumento de conflitos familiares, isolamento social, alterações de humor, instabilidade emocional, ocorrência de momentos depressivos, agressividade, irritabilidade e a presença de alguns sintomas físicos.

Apesar de ser algo que influencia a vida das mulheres, a TPM não é algo com que ela precise se preocupar. Esta fase fala muito sobre as alterações corporais e a maneira como cada uma lida com seus medos, angústias e fantasias. Sendo assim, a mulher deve aproveitar os momentos de fertilidade, onde o bom humor costuma fluir, e sentir esta fase de angústia com calma e atenta para ouvir o que seu corpo está falando, podendo aproveitar para conhecer melhor ao seu próprio corpo e a si. 

TOC o que é isso?


Lavar as mãos antes das refeições e depois de ir ao banheiro, trancar portas e janelas, desligar o gás da cozinha, verificar a conta bancária, enfim, lidar com todas as preocupações, medos e compromissos do dia a dia. Tudo isso é muito tranqüilo e natural. Porém, todos esses comportamentos e preocupações podem se tornar extremamente excessivos, quando repetidos inúmeras vezes, num período bastante curto de tempo e que seja acompanhado por uma notável aflição.

Quando isso acontece, cientificamente, podemos chamar esses comportamentos de obsessões e compulsões, o que caracteriza alguns sintomas do “famoso” TOC,ou seja, Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
Podemos categorizar o TOC como um transtorno mental, relacionado à ansiedade, que se manifesta sob a forma de alterações do comportamento (rituais, repetições), dos pensamentos (dúvidas, preo­cupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição). Sua característica principal está relacionada à um pensamento que traz ansiedade e angústia (obsessão), acompanhado por comportamentos repetitivos (compulsões) que diminuem a aflição causada pela ruminação dos pensamentos.

O TOC pode causar grandes mudanças na rotina pessoal e também profissional, trazendo desequilíbrio e desconforto para quem o enfrenta.
Seu tratamento está ligado à alguns medicamentos e também à terapia, pois este conjunto traz algumas técnicas para se lidar com a situação, proporcionando grande qualidade de vida.