quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Depoimento de uma criança

Olá!
Quantas coisas precisamos conversar... quantas coisas talvez seria necessário que você compreendesse em mim...
Olhe bem para o meu jeito, para minha estatura, para meus olhinhos! Queria tanto que você me olhasse com mais ternura, talvez até com mais amor!
Quando for me acariciar, faça-o com leveza, pois minha pele ainda de criança precisa de muito cuidado...
Quando for me repreender, não o faça perto das pessoas, pois mesmo pequena, carrego em mim uma vontade imensa de fazer o correto. Portanto preciso de repreensões, mas só entre você e eu...
Quando for falar comigo, venha até mim, se abaixe na altura dos meus olhos e penetre-os com muita compaixão...
Não me compare a outras crianças e não me faça sentir menos do que elas... simplesmente sou o que sou e posso ser moldada e melhorada a cada dia com a sua ajuda...
Tente não me criticar, e quando o fizer, faça-o com a sabedoria de quem sabe o que é necessário ser mudado em mim...
Não me dê ordens em tom de voz amedrontador, pois posso me sentir extremamente insegura...
Deixe-me aproveitar as brincadeiras de criança e quando possível, brinque comigo, pois com certeza vamos nos divertir muito!
Enfim, me ame com todas as suas forças... simplesmente me ame! 

Bullying: quando a escola não é um paraíso


Em todos os ambientes onde pessoas se encontram acontecem relações interpessoais.  Nas instituições escolares elas também se evidenciam e, muitas vezes, certos dissabores entre seus agentes acontecem. Nestas relações há sempre um mais forte, que possui vítimas, através das quais seu domínio será exercido. Assim se estabelece o Bullying, que é o nome dado ao ato de maltratar os colegas.

A vítima é sempre humilhada e prefere manter-se afastada dos demais colegas.

O agressor é temido pelos demais, anda sempre em grupos, não suporta ser contrariado e apresenta atitudes agressivas.

As formas de Bullying mais comuns são: agressões físicas e verbais; ameaças; chantagens; apelidos; racismo; intimidações; piadinhas; xingamentos; discriminações, entre outros.

A partir do momento em que o Bullying começa a ser praticado, ele gera situações de violência que podem  se estender por toda a sociedade. É necessário que  todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a este vilão e elaborem planos de ação em que valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem nesses valores tão esquecidos atualmente, estarão contribuindo para que a prática do  Bullying venha a se extinguir de nossas escolas.   

Stress Infantil



O stress é uma reação do organismo frente a situações muito difíceis ou muito excitantes, que pode ocorrer também em crianças. Ele pode se manifestar através de sintomas físicos ou psicológicos e algumas vezes os pais não conseguem identificá-los, taxando a criança como birrenta, quando na verdade ela pode estar sofrendo uma ação muito grande do stress.
Dentre os sintomas físicos e psicológicos mais comuns podemos citar: dor de barriga, diarréia, dor de cabeça, xixi na cama, ranger de dentes, medo ou choro excessivo, agressividade, impaciência, ansiedade, desobediência, entre outros.
O stress pode ocorrer por vários motivos como: morte na família, brigas constantes entre os pais, separação de pais e mudança de cidade ou escola.
Quando não tratado adequadamente o stress pode levar a uma série de doenças e alguns problemas de adaptação, inclusive na escola. Além disso, a criança que não aprende a lidar com a tensão, pode se tornar um adulto mais vulnerável ao stress.
É importante ressaltar que nenhum destes sintomas isolados podem ser interpretados como sinal de stress, pois é preciso verificar todo um conjunto e o ambiente a que o individuo está submetido.


Referência bibliográfica:
www.estresse.com.br

HIPERATIVIDADE – um breve esclarecimento




Muitas vezes nos deparamos com crianças que apresentam alguns comportamentos “inadequados”, inquietação, agitação (motora e comportamental) e frequentemente isto pode ser motivo de grande preocupação e ansiedade por parte dos pais, o que pode levar à uma confusão com o quadro diagnosticado como hiperatividade.
Como forma de esclarecimento, hiperatividade é conceituada como um desvio comportamental, caracterizado pela excessiva mudança de atitudes e atividades, o que acarreta pouca consistência em cada tarefa a ser realizada.
Se a criança apresenta: períodos de sono curto; chora com freqüência, sem causa aparente; desinteresse rápido de uma atividade; necessidade em ser “vigiada” constantemente, pois com freqüência inventa atividades que envolvem perigo; espírito de destruição; dificuldade em ficar sentado à mesa durante as refeições; dificuldade em concentrar-se na televisão por um período de tempo maior;  fala constante e muda de assunto rapidamente sem mesmo terminar o assunto anterior; desvio de atenção da atividade realizada devido à um estímulo qualquer; desorganização em sua vida diária ( com roupas, objetos pessoais, brinquedos e material escolar), aí sim devemos ficar atentos à possibilidade de estarmos diante de um quadro hiperativo.
O tratamento em relação à confirmação do diagnóstico é multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores e psicoterapia.  


Referências Bibliográficas: 
Topczewsky, Abram (1999). Hiperatividade - Como lidar?.  Casa do Psicólogo.

Maternidade... Ser mãe... Se doar...



Se olharmos um pouquinho mais de perto perceberemos quanta sabedoria e quantas descobertas estão envolvidas neste aprendizado materno.
Uma das coisas que sempre ouvimos referente às mães é o amor incondicional. Mas o que vem a ser amar incondicionalmente? É deixar o filho fazer tudo o que quer? Aceitar todos os erros? Não criticar?
Na verdade, o amor incondicional, esse amor presente na maternidade, é o amor que se sente simplesmente porque àquela “pessoinha” é sua, porque você tem a responsabilidade e a tarefa de educá-la, de zelar por ela e de ensinar-lhe sobre o mundo. O amor incondicional não depende do que o seu filho faz de bom ou de ruim. Esse amor acontece de uma maneira mais provável quando se separa a pessoa do comportamento. Por isso, nesse sentido não é interessante comparar uma criança com outra. Cada criança e cada filho são únicos.
O afeto e o carinho são essenciais, porém amar incondicionalmente vai além dessas demonstrações. É uma habilidade importante na maternidade em mostrar ao seu filho que seus pensamentos e sentimentos podem ser expressos livremente e sem riscos para o relacionamento. Amar incondicionalmente não é só elogiar, dizer coisas boas, presentear, mas é aceitar o seu filho e valorizar suas atividades e escolhas.
Quanto mais amada a criança se sente, melhor ela aceita as regras e desenvolve amor e compaixão pelos outros.    


Referência bibliográfica:
Weber, Lídia (2007). Eduque com carinho: equilíbrio entre amor e limites. Juruá Editora.

Drogas: entendendo um pouco


Falar sobre o uso de drogas na atual sociedade parece ter se tornado algo banal. Hoje as drogas fazem parte do nosso cotidiano e em idade de início cada vez mais jovem.

As drogas seduzem a ponto de tornar as pessoas fissuradas, obrigando-as a viverem em função dela. Neste ponto, o indivíduo não usa mais a droga, mas a droga que o usa, controlando sua vida e seus desejos. Quando falamos em drogas, devemos também ter em mente a existência de algo que atenua o sofrimento psíquico ou que é capaz de proporcionar prazer, mesmo que temporário e artificial.

Estar atento a alguns sinais é primordial. Apesar de algumas mudanças de comportamento serem comuns, mudanças radicais de personalidade não o são. É necessário que os pais assumam sua responsabilidade perante a educação dos filhos, ao invés de apenas delegá-la à escola ou outras instituições sociais. Conferir o ambiente e as amizades sem despertar a desconfiança, valorizar o jovem conversando sobre diversos assuntos pedindo sua opinião, dar responsabilidades, estipular horários e ressaltar suas qualidades são atitudes importantes a serem consideradas.

Entre os tipos de tratamento mais comuns encontraremos grupos de auto-ajuda, terapias psicológicas e, em casos mais graves, a internação torna-se necessária.

No que tange às terapias psicológicas, estas vão ser de vital importância, pois atuarão nos valores pessoais, auto-estima, filosofia de vida, no estabelecimento de vínculos mais positivos com a família e a sociedade em geral e com a mudança da postura do sujeito perante a droga levando-o, desta forma, a uma maior compreensão sobre o seu vício.

Depressão



A depressão é considerada por muitos estudiosos, o mal do século XXI. Isto se atribui a instabilidade e agitação da vida moderna, imbuída de estressores, que por vezes trazem consigo sentimentos de desânimo e impotência diante de um cenário cada vez mais exigente.
Considerada um transtorno do humor, com uma predominância maior entre as mulheres, a depressão deve ser percebida como a manifestação de uma disfunção comportamental, psicológica ou biológica no indivíduo. Traz um grande sofrimento em todas as vivências do ser humano e reduz em muito a qualidade de vida, a criatividade e a capacidade de encontrar colorido e alegria nas coisas que antes eram importantes e faziam um grande sentido.
Em geral seus principais sintomas são: sentimento de tristeza, melancolia e sensação de vazio; angústia e desesperança; baixa auto-estima; incapacidade de sentir prazer; idéias de culpa, ruína e desvalia; visões pessimistas do futuro e pensamentos recorrentes sobre morte; dificuldades para se concentrar e memorizar; alterações no apetite e/ou peso; insônia ou excesso de sono; sensação de contínuo cansaço; dores de cabeça; problemas digestivos; entre outros. Atualmente, percebe-se que, algumas pessoas tendem a se considerar deprimidas quando apresentam alguma sensação associada à depressão, podendo cometer o erro da auto-medicação. Nesse sentido, ressalta-se a importância da consulta a um profissional especializado, para um diagnostico correto.
No que diz respeito às causas da depressão, pode-se dizer que ainda não existe uma causa determinada, porem alguns fatores podem contribuir para o seu surgimento: desemprego; separação conjugal; estresse; perda de um ente querido; menopausa; TPM; dificuldades financeiras; várias outras situações.
Depois de realizado o diagnostico de depressão, é necessário que se escolha um tratamento adequado para a doença e para cada paciente. Dependendo do grau em que a depressão se encontra (leve, moderada ou severa), pode se fazer necessário o uso de medicamentos antidepressivos, os quais são receitados por um psiquiatra. Este medicamento serve para normalizar o trabalho dos neurotransmissores presentes no cérebro. A partir disso é necessário também o tratamento psicoterápico, para que assim possam ser trabalhados todos os fatores que contribuíram para o aparecimento da depressão e a pessoa aprenda novos comportamentos e consequentemente, uma melhor qualidade de vida.