terça-feira, 10 de maio de 2011

Elogie do Jeito Certo

"Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa".





Texto de MARCOS MEIER, mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.
Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros no www.kapok.com.br.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Complexo de Cinderela


Quem nunca ouviu a bela história da Cinderela? E qual menina, ou mulher, nunca sonhou em ser uma princesa como ela?
Esse sonho de ser uma princesa, amada, com uma vida aparentemente perfeita é tão comum que acabou se tornando em muitos casos um complexo, conhecido como “Complexo de Cinderela”.
Algumas pessoas acreditam que o Complexo de Cinderela seja um efeito colateral de quem assiste novelas, lê muitos romances, e acaba por fazer exigências em excesso quando se trata de amor, pois acredita que vai achar a sua cara metade, a tampa da sua panela, o seu príncipe encantado. Dentro disso, não podemos dizer que a culpa seja do Silvio de Abreu, Manoel Carlos ou do fabricante da Barbie, mas sim que seja algo estrutural.
O ser humano é o ser da falta. Um ser incompleto em todos os aspectos, inclusive o afetivo, porém todos nós crescemos pensando e buscando alguém/algo que nos completará.
Essa busca já se inicia na infância, quando fantasiamos, por exemplo, que o nascimento de um irmão suprirá essa falta. Depois buscamos um amor com quem desejamos “viver a vida toda”. “Viver a vida toda? Bem não era bem esse, e nem esse, e nem aquele!” E por ai vai... pulando de amor em amor, lamentação em lamentação, gerando desta forma uma queixa eterna.
É comum ouvir pessoas dizendo - “Ah, mas nada é perfeito!” – sempre se lamentando com o que possuem. 
A felicidade não é o simples fato de se conformar com o pouco que tem. Ser feliz é coisa de outra ordem. Uma forma de felicidade é saber, de fato, que nada é perfeito. É ouvir o que dizemos. É nos levarmos a sério sem perder a leveza.
A paixão, nada mais é do que um convite ao outro para atingir a completude, a perfeição, sempre inalcançados quando sozinhos. Para ser mais exato, uma perfeição que sequer existe. Desta forma, a paixão se torna também, um convite à frustração.
Quando nos apaixonamos, colocamos no outro tudo aquilo que supomos nos completar, deixamos o outro completo. Como essa completude não existe, um dia esse outro acaba se despedaçando, ou melhor, se mostra como ele sempre foi. E aquilo que deveria ser óbvio, acaba virando novidade.
Neste ponto faz-se necessário elaborar o luto pela morte daquele amado idealizado, e a partir da desconstrução ou ideal do outro, ou pelo menos parte dele, permitir que o amor (verdadeiro) nasça do luto.O mais indicado é confrontar com a verdade, ou seja, identificar os sentimentos, encarar o conflito e assim, reconhecer o desejo de ser protegida e cuidada, mas reconhecendo ainda mais sua força e consciência do que é realmente capaz de realizar. Mesmo as mulheres que dizem sentir-se bem cuidando de si mesmas, justificando que não precisam de ninguém, podem apenas estar mascarando seus mais profundos sentimentos. Afinal, quem não deseja que alguém cuide de nós? Quem não deseja colo? Ou seja, todas nós somos um pouco Cinderela. Mas nem por isso devemos permitir abrir mão de nossos sonhos, por mais esquecidos que estejam.
Bem, então temos dentro de nós uma cinderela e para isso vamos beijando tudo quanto é sapo em busca de alguém lindo, educado, de boa família e, de quebra, rico (porque nunca ouvi ninguém dizer que sonha com um feio, mal-educado e pobre, você já?), ou nos iludindo com sapos disfarçados mesmo que para isso tenhamos que nos sujeitar a uma vida medíocre e infeliz.
Acredito que a falta de conhecimento de nós mesmas nos leve a passar por inúmeras situações que não merecemos. Queremos tanto achar um príncipe perfeito (e existe?) que acabamos por deixar que a Cinderela na verdade seja a gata borralheira pra sempre. Ali, ao lado, do "príncipe" e, talvez, infeliz para sempre.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Saber envelhecer


Tudo começa com um simples cabelo branco, mas aos poucos, eles vão se tornando cada vez mais abundantes, as rugas insistem em aparecer, e a saúde já não é a mesma, com isso surge a necessidade de se aposentar. Logo, um amigo querido ou alguém da família falece, enfim a vida mudou, o tempo passou e nada mais é da mesma forma. Se você se identificou com isso, parabéns entrou na terceira idade, agora, se isso ainda não faz parte do seu contexto atual de vida, se prepare, pois querendo ou não, todos nós iremos envelhecer um dia, e passaremos por todo esse processo.
O idoso passou parte da sua vida desempenhando diversos papéis como filho, estudante, amigo, pai, profissional, além de inúmeros outros, e nessa fase encontra-se sem essas ocupações, gerando deste modo um sentimento de inutilidade, esquecendo-se de que envelhecer é a própria existência se constituindo. Enquanto envelhecemos, vamos sendo, vamos ENVELHE-SENDO e na medida em que somos, envelhecemos.
É muito comum encontramos nas falas de idosos expressões como, medo da morte, de ficar sozinho, de ser um peso para seus familiares, enfim, vivenciam o medo em suas vidas o tempo todo. Porém, esses medos precisam ser desmistificados, elaborados, para que desta forma possam enfrentá-los. 
Muitas vezes o idoso lança mão de mecanismos como a negação para lidar com a angústia, tentando adaptar-se à nova situação que lhe parece insuportável, outras vezes tem consciência de suas perdas, do seu conflito, da sua dor e vai restringindo seu campo psicológico e de ação, isolando-se, embalado por sua solidão, deixando de viver situações novas que poderiam ser prazerosas e construtivas. Desta forma, ele acaba se afastando dos contatos sociais, festas, reuniões, relacionamentos afetivos e sexuais, identificando-se com o seu suposto agressor, a velhice.
Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de hobbies e interesses diversos colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável. Deste modo, para manter uma vida saudável na terceira idade, é necessário que o idoso dedique-se a atividades que lhe dêem prazer, como uma pintura, exercícios físicos, uma visita a um velho amigo, uma viajem, enfim, algo que lhe proporcione um bem-estar e lhe traga uma motivação para aproveitar essa nova fase.
Se já não possui a vitalidade da juventude, por outro lado tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se  integrado à sociedade. Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida.
Todos nós envelheceremos. Apenas aqueles que foram retirados prematuramente da vida não o farão. O medo de envelhecer está presente para todos, como a dor de existir. Mas podemos lidar melhor com ele, podemos aprender. Experimentando a serenidade interior com o que temos, a gratidão pelas coisas que nos cercam e nos propiciam alegria e bem-estar, valorizando as emoções positivas que são benéficas.
Viver implica em manter-se num processo de aprendizagem eterno, e como diz a minha avó: "Quando eu morrer, não terei aprendido nem metade do que eu gostaria de saber..."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LEI, PALMADA OU DIÁLOGO?

“Palmada no passado era método pedagógico e, portanto, pais e professores tinham direito legítimo de uso. Mas os estudos evoluíram e hoje sabemos que castigo físico não garante aprendizagem. Pode até parecer que garante porque, como ninguém gosta de apanhar, inibe comportamentos inadequados mais rapidamente. Na ausência do agressor, porém, a atitude criticada reaparece. O que revela que não houve aprendizagem de fato. Portanto, a discussão não deve ser se bater deve ser proibido por lei, mas de que forma conscientizar quem educa - em todas as instâncias - de que, com objetivos claros, segurança e afeto, se conseguem melhores resultados do que com agressão física.

Se parece que nossos antepassados conseguiram mais com os jovens do que se consegue hoje, seguramente não foi porque nossos avôs batiam nos filhos... O que ocorreu foi que uma série de fatores se conjugou nas últimas décadas, tornando educar um desafio gigantesco: a influência das novas mídias exacerbando o consumismo; a corrupção (e a impunidade) por parte dos que deveriam dar o exemplo aos mais jovens; a desestruturação da família; a ausência de ambos os pais em casa são apenas alguns deles. Com isso, os pais acabaram perdendo o foco do que é realmente importante. Muitos hoje consideram sua tarefa principal “fazer o filho feliz”, o que acaba resultando em apenas satisfazer desejos e vontades. Anteriormente era “fazer dos filhos, homens de bem”, significando priorizar fundamentos éticos na educação. E isso se alcança com muito diálogo, ensinando a pensar e a não se deixar conduzir por mídias ou grupos. No entanto, é tarefa quase inexequível para quem não tem certeza do que é prioritário.

Em vez de novas leis, o que a sociedade precisa é realocar a ética – para si e para as novas gerações; também fundamental é resgatar conceitos deturpados. Afinal, autoridade não é sinônimo de autoritarismo; democracia e liberdade não significam fazer apenas o que se tem vontade. Como se ensina isso: com lei ou com palmada? Nem com um, nem com outro.

A nossa é a geração do diálogo, a que acreditou que a melhor forma de comunicação interpessoal se faz através da discussão e da troca de idéias. Mas será que, na prática, o diálogo está efetivamente acontecendo? Pais e filhos, professores e alunos, colegas de trabalho estão verdadeiramente sabendo ouvir, falar e reivindicar? Infelizmente, não. São muitos os que não sabem dialogar. Alguns usam o diálogo como bandeiras para alcançarem o que desejam e, em seguida, se mostram autoritários, fazendo com isso grassar a desesperança e a descrença entre os jovens. Outros o abandonam à primeira dificuldade. Entender-se de verdade com o outro, mantendo a ética e o equilíbrio frente a opiniões e objetivos contrários aos seus, é tarefa difícil - e raros são os que dominam tal competência.

Quem é autoridade e deseja exercê-la de forma a congregar, alcançar adesão e favorecer a afetividade - seja pai, chefe ou professor -, deve utilizar o diálogo como forma de busca de entendimento. Todos – líderes e liderados – precisamos estar cientes, porém, de que nem sempre seremos atendidos em tudo. É o que torna o diálogo tão difícil: a expectativa utópica de que, através dele, todos os anseios se concretizem. Ocorre, porém que entendimento não é atendimento. Não se pode supor que só houve diálogo quando atendem a tudo o que desejamos; diálogo é troca, análise, decisão; não é imposição.

No diálogo verdadeiro não há vencedores nem vencidos, há, isso sim, pessoas ou grupos que se ouvem sem pré-julgamentos; há respeito recíproco e intenção concreta de analisar argumentos e reivindicações. E, mais importante: há, ao final, aceitação das decisões tomadas pelo grupo ou pela autoridade - ainda que nem sempre tais decisões contemplem, no todo ou em parte, aquilo que todos e cada um desejavam”.


Referência bibliográfica:
Texto na íntegra de Tânia Zagury

domingo, 12 de dezembro de 2010

“Então é Natal... e o que você fez”...




Um ano termina e outro começa, tornando sempre possível finalizarmos uma etapa e iniciarmos outra. Com vida nova, esperança e otimismo. Dessa forma, se trata de uma época na qual ficamos mais propensos a pensar e analisar como foi e como será, daqui para a frente, a vida. Isto muitas vezes pode gerar angústia, ansiedade, mas também pode trazer realização e satisfação por tudo que existiu e fez parte da historia de cada um.

Além disso é uma época em que apresentamos uma tendência maior a fazer planos e criar expectativas do próximo ano em que está por vir.

Isto pode representar para nós uma situação bastante positiva, pois podemos rever o que foi feito de bom ou ruim para então manter determinados comportamentos ou mudá-los, se assim for necessário.

Considerando que este é um momento em que o ritmo acelerado que nos acompanhou durante todo o ano se torna um pouco mais lento e nos propicia uma oportunidade de nos olhar com mais calma, é uma época em que pode nos trazer também um maior autoconhecimento.

Diante disso, poderemos nos aprimorar a cada momento e carregar em nosso aprendizado, juntamente com o espírito natalino que nos rodeia neste momento, crescimento e renovação.


 CORPO & MENTE CONSULTÓRIOS DESEJA A TODOS, AMIGOS E CLIENTES, UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!!!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Anorexia– Quando o espelho mente



 
“Estou gordo(a)”... “preciso perder alguns quilinhos para ficar bem”... “a partir de hoje não como mais nada!”... quem nunca se sentiu incomodado com uma gordurinha a mais, uma barriguinha mais saliente? Grande parte da população não está satisfeita com seu peso e seu corpo, e devido a isso acaba se submetendo a dietas, muitas vezes malucas, com o objetivo de conseguir o corpo tão sonhado. Porém, é preciso ficar alerta, pois em alguns casos não se trata somente de quilinhos a mais, mas sim de um transtorno alimentar que vem atingindo cada vez mais pessoas, a Anorexia Nervosa.

A Anorexia Nervosa é um distúrbio alimentar que se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. É proveniente de uma preocupação exagerada em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, acompanhado a uma percepção distorcida da imagem corporal, o que leva a pessoa a se ver como “gordo” quando olha no espelho, apesar de estar extremamente magro. Dentro disso, o indivíduo em sua ânsia de emagrecer, utiliza de métodos pouco usuais para perder peso: além de uma dieta extremamente rígida, submete-se a exercícios físicos intensos, induz vômitos, jejua, toma diuréticos e faz uso de laxantes.

A causa ainda é desconhecida, porém diversos fatores favorecem seu aparecimento: predisposição genética, a “ditadura da magreza” divulgada como símbolo de beleza, pressão familiar e do grupo social e alterações neuroquímicas cerebrais.
Como em todas as doenças, quanto antes for feito o diagnóstico, menores os riscos para a pessoa. Dentre os sintomas podemos destacar: perda exagerada de peso em curto espaço de tempo sem justificativa aparente, recusa em participar de refeições entre familiares e amigos, preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos (normalmente os pacientes ingerem apenas 200kcal por dia), interrupção do ciclo menstrual, atividade física intensa e exagerada, depressão, visão distorcida dos próprio corpo, pele seca e com aparecimento de pelos.

O tratamento da anorexia é difícil, geralmente existe uma recusa em se tratar, pois sabem que ganharão peso. Neste caso é indispensável um tratamento psicológico, tanto a nível individual quanto familiar, juntamente com o uso de antidepressivos que ajudam a amenizar os sintomas depressivos e uma reintrodução de alimentos de forma gradativa. Em alguns casos, onde o nível de desnutrição é ameaçador, é necessária a internação hospitalar para que haja uma oferta gradual de calorias.

A Anorexia é um problema grave e deve ser encarado com muita seriedade. Como este é um problema de origem muito mais psicológica que fisiológica, é importante que as pessoas que convivem com alguém que possa desenvolver ou que já tenha desenvolvido a anorexia ajudem-na por meio da orientação. A informação e acompanhamento ainda são o melhor meio de  prevenção.


Referência Bibliográfica: http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/308/anorexia-nervosa


Segue um vídeo sobre o tema que vale a pena ver!



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"DIGA NÃO - UMA LIÇÃO DE AMOR"




Você e seu filho andam na mesma direção?
Vocês estão na mesma sintonia?

Vamos juntos descobrir e aperfeiçoar este caminho da paternidade com um agradável encontro:

“DIGA NÃO – UMA LIÇÃO DE AMOR”,

Que será recheado de conversas, dinâmicas, vivências e uma saborosa confraternização e trocas de experiências.

Venha participar!

Dia 24 de novembro de 2010, às 19 horas no “La Caja Eventos”
Investimento: Casal: 80,00 – Individual: 50,00

Maiores informações: (35) 8469-8242 – Dani

Realização: Gisele Dias Machado Bueno
       Priscila Santos Costa
         Psicólogas